SERÕES NA SERRA | 24 NOV

24 de novembro de 2019 às 16h00

Classificação etária m/ 6 anos duração 50 min.

Local: Espaço Montemuro | Como chegar

Bilhete normal 2€
13 a 18 anos de idade, sócios e residentes na Aldeia de Campo Benfeito 1€
Menores de 12 anos gratuito

Informações teatromontemuro@gmail.com /  254689352

Um espetáculo cómico e musical que procura exorcizar o medo e jogar com a riqueza de significados da palavra e das emoções nela contida.

O fogo do amor, da paixão, também da destruição. À roda de uma fogueira onde se contam histórias, se cantam histórias e se ri das histórias, o fogo é o mote para um espetáculo quente e animado. Um espetáculo cómico e musical que procura exorcizar o medo e jogar com a riqueza de significados da palavra e das emoções nela contidas. Fogo, chama, lume, luz, paixão, brilho, ardor, espanto… O ponto de partida é este, os diferentes significados que a expressão pode ter. Será um fogo que nos alimenta ou que nos consome? Um fogo que nos alumia ou destrói? Que nos espanta? … Ou nos dói?

A fogo e água

Após os incêndios de outubro de 2017, o Trigo Limpo teatro ACERT criou um novo projeto de criação e circulação teatrais, Café com Teatro, e construiu já dois espetáculos no âmbito desse projeto. Fogo! e Água estrearam no Bar ACERT, a 16 de março e a 25 de maio de 2018, respetivamente, e partiram em digressão, fora de portas, pelas freguesias do concelho de Tondela que foram afetadas pela catástrofe, bem como por outras localidades que desejem refletir, de maneira divertida e poética, sobre os efeitos das alterações provocadas pelo ser humano no meio ambiente. E nestes espetáculos, rimo-nos de quê? Da nossa impotência perante a força dos elementos e da pequenez que sentimos quando somos confrontados com os erros que cometemos na nossa relação com o planeta Terra. Este primeiro espetáculo, Fogo!, tem como figura central um bombeiro e ironiza sobre os dramáticos acontecimentos, levando-nos a rir e a refletir sobre quão implacável é a natureza e como apenas reagimos à desgraça depois da ‘casa arrombada’: “(…) Os bombeiros, minha senhora, não podem andar por aí com uma malinha e uma mangueirinha a correr de casa em casa. Estou a ver os voluntários a oferecer fogos a preços módicos, arda agora e pague depois, quem que embrulhe ou leva assim! Está bem está, incêndios por catálogo, como fazem com as urnas e as flores dor mortos (…)”

Texto: a partir de Luís Vaz de Camões, Santos Fernando, Ricardo Araújo
Pereira e Raul Solnado

Dramaturgia, encenação e interpretação: Pompeu José, Raquel Costa e Sandra Santos
Espaço cénico e Figurinos: Coletivos
Desenho de luz: Paulo Neto
Sonoplastia: Luís Viegas
Desenho gráfico: Zétavares
Produção: Marta Costa
Apoio à produção: Rui Coimbra
Agradecimento: Bombeiros Voluntários de Tondela

ACERT Trigo Limpo