SERÕES NA SERRA | 06 OUT

Classificação etária m/ 6 anos duração 60 min.

Local: Espaço Montemuro | Como chegar

Bilhete normal 2€
13 a 18 anos de idade, sócios e residentes na Aldeia de Campo Benfeito 1€
Menores de 12 anos gratuito

Informações teatromontemuro@gmail.com /  254689352

“Tudo o que seja bonecos é o contrário de fugir: é ir ao encontro
do que a gente é. O nós não interessa, somos um instrumento.”

Paula Rego

PAULA DE PAPEL convoca a pintura para construir um objeto teatral onde o corpo e o movimento se sobrepõem à necessidade de uso da palavra para chegar à compreensão da narrativa. Em cena, todas as personagens são PAULA e tudo começa com o papel em branco que é elemento central da construção plástica do espectáculo, papel que é o instrumento principal para a sonoplastia, papel que está sempre presente no quotidiano das crianças convocando-as assim para interagir com o espaço cénico e a narrativa.

PAULA DE PAPEL parte conceptualmente das pinturas e colagens de Paula Rego (década de 60) num processo de criação que revela uma liberdade criativa e que cria uma profusão de imagens e composições marcadas pelo ritmo e pelo encontro com uma forma de representar a realidade que não se restringe à mimese.
Nesta fase da obra da artista descobrimos a relação com o papel. Imagens rasgadas do suporte original são coladas, riscadas e pintadas criando uma composição que, apesar da aparente infantilidade, se compromete politica e socialmente.
A matéria textual do espectáculo parte das personagens que povoam as pinturas e que serão coladas através das palavras da artista em entrevistas escritas e televisivas. Palavras actuam como matéria prima e plástica, moldáveis em colagens dramatúrgicas ao serviço de uma estética visual apelativa, acutilante e envolvente onde a pintura ocupará território central.

….

Texto a partir de entrevistas publicadas de Paula Rego Encenação Juliana Pinho Co-criação Margarida Mata e Rita Brito Cenografia Rui Francisco Sonoplastia Jorge Salgueiro Figurinos Clara Bento Com Juliana Pinho, Margarida Mata e Rita Brito Criação Teatro O Bando