OS 4 CLOWNS DO APOCALIPSE

CO-PRODUÇÃO TEATRO DO MONTEMURO [PT] E ABSOLUTE THEATRE [GB]

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Criação Coletiva Texto Peter Cann Encenação Andrew Harries

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Classificação etária m/ 6 anos   Duração 60 min.

Os quatro cavaleiros do Apocalipse cavalgam até ao inicio…do fim do mundo. No entanto só vemos três chegar. Então a guerra, a fome e a peste sentam -se à espera da morte. E enquanto esperam começam a “brincar”. E transformam -se em “palhaços”. Eles brincam com detritos lavados na margem à beira da terra e, ao contrário de destruir o mundo, criam novos mundos anárquicos, tolos e bonitos.

O espetáculo clownesco, é interpretado na totalidade sem palavras pelo atores do Teatro do Montemuro.

Criação Abel Duarte, Andrew Harries, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Peter Cann e Simon Fraser Texto Peter Cann Encenação Andrew Harries Cenografia, adereços e figurinos Andrew Harries Direção musical Simon Fraser Desenho de luz Paulo Duarte Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte

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Love Midlands TheatreMarço 2018

Estamos no fim do mundo. Demasiados conflitos levaram à aniquilação da humanidade e os quatro Cavaleiros do Apocalipse galopam em direcção à Terra como presságio do fim dos tempos.

Só que um deles não aparece.

O Teatro do Montemuro e o Absolute Theatre imaginam as experiências e tribulações dos três Cavaleiros do Apocalipse deixados numa qualquer praia remota inglesa e essa visão é, acima de tudo, o mais louco e divertido dumb-show que vejo há anos.

Este espectáculo não se apoia nas palavras (à excepção de ocasionais grunhidos, gritos ou rugidos), mas na linguagem universal do clowning (comédia física). À semelhança dos seus conceitos, Peste (Eduardo), Guerra (Paulo) e Fome (Abel) carecem de muitas formas de uma dita correcta forma de comunicar, bem como de qualquer respeito por qualquer convenção social.

Estes três infelizes seres vão-se transformando gradualmente em palhaços tagarelas que se tentam livrar das calúnias que os acusam de estarem ali apenas a passar o tempo – e a comer. (…) Não só os Cavaleiros se transformam, também o público que é chamado e chamado de novo, arrastado para o palco para se tornarem caçadores de pássaros, jogadores de futebol, a própria Morte ou um apóstolo na Última Ceia. (…) Bom entendedor saberá que ser relutante apenas aumentará a probabilidade de ser escolhido.

Tudo está habilidosamente controlado. Não há lapsos, pés, peixes ou aves fora do lugar. Estes clowns estão perfeitos em cada erro, falso murro, subida de escada e em cada cena de pancadaria. Não sendo apenas incrivelmente engraçados, mas também garantindo ao público que estão em boas (e ineptas) mãos.

Este espectáculo internacional é do melhor que já vi. É inteligente e habilmente concebido e durante a hora e dez minutos de espectáculo sob as Estrelas estiveram os três clowns, mas não podemos deixar de mencionar toda a equipa envolvida que criou esta maravilhosa noite de entretenimento espirituoso, louco e mordazmente inteligente. Palmas de pé para esta agradável performance na qual está garantida uma deliciosa surpresa para todas as pessoas – de qualquer idade, de qualquer língua.

Fotografias: Andrea Heselton