O ÚLTIMO JULGAMENTO

Deparamo-nos com um julgamento algo insólito.
Um senhor velhinho e quase surdo mas hábil com as palavras está a ser julgado não se sabe muito bem porquê. Recebeu uma carta para comparecer. A queixosa também não sabe muito bem porque motivo se encontra em tribunal.
Juíz, advogados e meirinho numa frenética e cómica trapalhada.
Personagens surreais, situações esquizofrénicas num espetáculo pautado essencialmente por momentos hilariantes e que constantemente surpreendem.

Texto e Encenação Ricardo Alves
Cenografia, figurinos e cartaz Sandra Neves
Interpretação Abel Duarte, Ana Vargas, Dóris Marcos,
Eduardo Correia, Maria Teresa Barbosa e Paulo Duarte

Construção de cenários Carlos Cal
Costureiras Capuchinhas crl
Assistência à Cenografia, construção de cenários e Figurinos Maria da Conceição Almeida
Desenho de Luz Paulo Duarte
Direção de Produção e Comunicação Paula Teixeira
Assistência à produção e comunicação Marta de Baptista
Direção de Cena Abel Duarte
Fotografias e vídeo Lionel Balteiro

Maiores de 12 anos
60 Minutos

SINOPSE

“De tudo o que já foi dito
não entendi nem bocado
instruir, réu e transcrito!?
Eu nas leis não sou letrado!

Não podiam falar claro,
p’ra eu saber que se passa?
Acusado, não me declaro
e não o digo por pirraça

Se fiz o mal, me desculpem
a menina e o tribunal.
Mas por favor não me culpem
de das leis eu saber mal”
de José dos Prazeres – Poeta e Homem do Povo

Artigo 20.º
Acesso ao direito e tutela jurisdicional efetiva
A todos é assegurado o acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos seus direitos e interesses legalmente protegidos, não podendo a justiça ser denegada por insuficiência de meios económicos.
na Constituição da República Portuguesa

“A justiça inflexível é frequentemente a maior das injustiças.”
Terêncio 185 a.c. – 159 a.c.

“Para ser justo há que dizê-lo: é sempre um prazer regressar ao Campo Benfeito. Esta é uma realidade que na verdade nem devia existir. Onde já se viu haver um teatro, numa aldeia no meio de uma serra, onde nem um café existe? Esta é uma realidade que nenhum manual de políticas culturais ou sociais defenderia, e no entanto cá está o Teatro da Serra de Montemuro a fazer teatro desde 1990. É por isso que é bom, o real nunca sai dos manuais, sai dos sonhos de quem o construi. De quem sente uma falta e desfaz injustiças.”
Ricardo Alves – Campo Benfeito outubro de 2019