Festival Altiudes 2019

10 a 17 Agosto de 2019

10 Agosto – Sábado
Fanzine | Teatro do Montemuro | 22h00 (entrada livre)

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A mestre do crime, Caos, escapa do mundo da banda desenhada para o século XXI, com a única intenção de fazer estragos. Auxiliada por Pandemónio, ambiciona vergar a civilização, roubando a Internet. Todos os seus antigos adversários, os Super-Heróis, estão agora aposentados dessa atividade. Parece não haver nada, nem ninguém, que a possa impedir. Mas, quando um velho e familiar sinal aparece na noite escura, os antigos heróis deixam as suas atuais vidas como taxistas, entregadores de pizza e instrutores de fitness para se reunirem novamente.conseguirão, os antigos Super-Heróis, esquecer velhas inimizades e rivalidades e reaprender a usar os seus poderes? E, face a um novo tipo de ameaças, necessitarão de encontrar novas formas de combater? Será que as suas vulnerabilidades kriptonita, artrite, intolerância ao glúten – que Caos tão bem conhece, os vão impedir de cumprir a sua missão? Ou serão os Super-Heróis, capazes de voltar a salvar o mundo?

11 Agosto – Domingo
Cinderela | Teatro de Marionetas do Porto | 10h30 (entrada livre mediante reserva)

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Esta não é uma Cinderela tradicional. Há uma reescrita, um tanto ou quanto anacrónica, da história tradicional, a partir das versões de Perrault e Grimm. Personagens saídos de outros contos de fadas caem do céu para dificultar a vida a Cinderela. Há uma Bruxa-Má que detesta histórias com final feliz e um Lobo-Mau disfarçado de GNR a patrulhar as estradas da floresta. Os Sete Anões são chamados para salvar Cinderela de morte certa, na sua qualidade de especialistas em técnicas de salvamento de meninas envenenadas. A Fada-Madrinha é uma tia irascível e ajusta contas com a Bruxa-Má, num combate de wrestling. No final Cinderela casa mesmo com o príncipe e têm imensos filhinhos, para descanso de todos.

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Arruada Banda Filarmónica de Mões | 17h
Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro | Apresentação e degustação  | 17h45 

Concerto Clarinetes Ad Libitum | 21h30

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Clarinetes AD LIBITUM apresentam música um pouco de todo o mundo, começando em Portugal e acabando no Brasil, passando por Espanha, Argentina, Peru, Cuba e EUA com um toque de música celta e klezmer. Um grupo cheio de energia e bom gosto, sem esquecer o bom humor, característica que se destaca nos 5 músicos virtuosos. É com certeza um grupo que vale a pena ouvir e ver, protagonista de concertos onde o melhor da tradição da música clássica se une ao melhor da world music fazendo uma fusão impossível de resistir!
Os Clarinetes AD LIBITUM têm um carreira nacional e internacional, onde se destacam actuações em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Bélgica, China e EUA. [Clarinet International Meeting – Loures, Guimarães 2012 European Capital of Culture, Festival de l’anche, Festival O Gesto Orelhudo, Nomadic.0910, ClarinetFests, Temporada de Conciertos Musicae Candelaria, Expo Zaragoza 2008, European Festival for Clarinet Ensembles, FAN – Festival de Ano Novo, Clarinete à Volta do Côa, Noites de Massarelos, ClarmeetOporto, China International Clarinet/Saxophone Festival.] 

12 Agosto – Segunda
Serão de Contos | Jorge Serafim | 21h30

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Define-se essencialmente como um contador de histórias tradicionais e um promotor do livro e da leitura. Há cerca de 20 anos que percorre o país de lés a lés levando a arte milenar da palavra nua, bela e crua a escolas, bibliotecas públicas, centros de dia, feiras do livro, auditórios, centros culturais, festivais de teatro. Da itinerância que constrói dia-a-dia, enquanto narrador oral, já acrescentou geografia em Espanha, Argentina, Cabo Verde, Macau, Canadá e Luxemburgo.

13 Agosto – Terça
Os grandes não têm grandes ideias | Fértil Cultural | 10h30

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Constança viaja com Ninguém, um amigo de infância, para Lado Nenhum. Transporta consigo um monte de preocupações, experiências vividas e aprendidas fechadas em malas e caixas. Gosta de palavras novas, do seu significado e da sua utilidade ou inutilidade. As dúvidas que pairam nas cabeças destes amigos são as mesmas de algumas crianças e alguns adultos: o planeta, a escola, as regras, governo e governar e porquê trabalhar? Juntos vão descobrir e nós também que afinal os Grandes não têm grandes ideias, mas nós que somos pequenos ainda vamos a tempo de mudar.

Entremezes | Teatro das Beiras | 21h30 (entrada livre)

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Aquando da nossa indepência em 1640, com a redefinição das nossas fronteiras, a pesca no rio Minho gerou questiúnculas entre galegos e portugueses. Isso deu tema e conteúdo ao “Entremés Famoso sobre da pesca do Rio Minho”, primeiro texto da literatura dramática galega. Nessa peça, o português era um fidalgote egoísta fanfarrão e arrogante que era combatido com sucesso pelos labregos paroquianos de Tuy. Este nosso “Entremezes” é como uma resposta jocosa, a olhar com ternura e simpatia para os descendentes desses galegos separados de nós pela mesma língua. Fomos separados por fronteiras políticas. Não culturais nem geográficas. Ainda existe em Portugal memória do Couto Misto (Mixto para os galegos). Trata-se de um pequeno enclave, formado por quatro aldeias vizinhas, a norte de Chaves, que durou como república independente durante séculos. No século XX, Portugal e Castela, perdão, Espanha resolveram incorporar aquele território nos respetivos países. A alienação e novo desenho das fronteiras mútuas deram, por exemplo como resultado, a separação de uma casa a meio. Esse facto deu tema e conteúdo a parte do nosso “Entremezes”. Resolvemos seguir por essa via das rimas ora de sete sílabas, ora de oito sílabas e até mesmo de dez. Rimas tratadas com vontade de brincar com a nossa língua e a dos outros, (a peça é falada em cinco) sempre sorrindo e rindo, de vez em quando. Usando bombos, cavaquinhos, dança ingénua e desejo de afadistar a vida, sem esquecer momentos filosofantes sobre a necessidade ou desnecessidade das fronteiras. Esperamos que fique, no final, uma grande simpatia e mais proximidade com os nossos vizinhos, a quem continuamos ligados pela mesma raia, e unidos por memórias e histórias comuns.
Que estes Entremezes vos possam ser de bom proveito. 

14 Agosto – Quarta
La vida de los salmones | Karlik Danza Teatro | 21h30

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Durante sete noites em agosto, do anoitecer ao amanhecer, em algum lugar entre devaneio e memória, Adrienne e Aura, uma mulher e uma menina, estão no momento de desligar a luz para dormir. Naquele instante as sombras crescem e os medos deslizam pelas paredes. Tudo assusta, tudo se preocupa. Mas Adrienne, Aura e a dançarina que os acompanha, dançando seus sonhos e desafiando os monstros, caminharão juntos por um caminho que lhes dará paz. Noite após noite, eles se encontram no quarto de Aura, naquele momento mágico que é o fim do dia, para imaginar, criar, cantar, contar e lembrar. E cada noite eles aprendem algo novo que eles não sabiam, do mundo e de si mesmos.

15 Agosto – Quinta
Improvável | Acta – A Companhia de Teatro do Algarve | 21h30

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Trata do reencontro improvável entre dois homens que antes se haviam cruzado em dado momento e circunstância das suas vidas em papéis opostos. Eram então ambos jovens. Conheceram-se na tristemente célebre Rua António Maria Cardoso, na sede da PIDE/DGS. Um era prisioneiro político e o outro o seu algoz. Um foi torturado, o outro foi o seu torturador.

16 Agosto – Sexta
Sítio | Companhia da Chanca | 21h30

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Um casal de idosos que vive numa aldeia no interior de Portugal recebe um postal anunciando o nascimento do seu neto. Os dois decidem juntar numa encomenda algumas prendas para enviar para o neto que está no estrangeiro e partem numa longa caminhada. Com o embrulho debaixo do braço e uma doce fúria de viver, eles vão experimentar uma série de pequenas e ternas aventuras, partilhar memórias e até apagar um incêndio. No final da epopeia, conseguem chegar… à estação de correios da vila mais próxima!
Espetáculo de teatro físico, sem texto, com recurso à manipulação de objetos e à expressividade do corpo através do uso da máscara larvar.

Um lobo nada mau | Apresentação final da oficina de cinema de animação “Aprender em filmes| 22h22 (entrada livre)

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As Férias do Sr. Hullot Cine Clube de Viseu | 22h30 (entrada livre)

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Hôtel de la Plage, Bretanha, Verão: as pessoas pousam as malas calmamente. Ao longe, som incomodativo de um carro ruidoso. Ao volante, o senhor Hulot, traz consigo a desordem total durante a estação balnear: ténis coreográfico, um barco de pesca partido, fogo de artificio. O Sr. Hulot, para gáudio das crianças, semeia involuntariamente o pânico nesta pequena sociedade de veraneantes demasiado sérios.

17 Agosto – Sábado
MAPA | Estórias de mundos distantes | Fernando Mota | 21h30 – ESGOTADO

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MAPA é um espectáculo multidisciplinar. Cruza várias linguagens e expressões como a música, a poesia, o teatro, as artes plásticas e o video para criar um objecto performativo poético e imersivo que conta estórias e fragmentos de estórias de várias geografias. Para este projecto foram criados vários instrumentos musicais a partir de objectos e materiais simbólicos como a Harpa Farpada (uma janela-harpa feita com arame farpado), o Remo (cordofone criado a partir do objecto que lhe dá o nome), caldeiros de metal suspensos de onde surge uma tempestade marítima e um jogo de piões que nos transporta para um campo de batalha. Musicalmente são utilizadas músicas e instrumentos da Nigéria, do povo Berber (na língua Amazigh), uma canção de embalar Palestina (em árabe), uma melodia encontrada numa placa de barro de 1400 AC na região de Ugarit, no Norte da Síria (possivelmente a composição musical mais antiga da qual temos registo), bem como uma série de peças originais e construções sonoras inspiradas em culturas musicais de África e do Médio Oriente.

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DJ Set Remember & Shuffle | 23h00 (entrada livre)
Do Swing ao Rockabilly, passando pelo Blues, Funky, Disco ou Avant-Garde, esta dupla de invertebrados da cultura sonora, fecunda orgásmicamente o mais estéril à face da dancetaria. Com o Remember e o Shuffle nos comandos analógicos próprios dos anos 60, 70 e 80, a debitarem recordações sonoras com efeitos de verticalidade, própria da virilidade masculina e como que a roçarem um certo saudosismo cavalheiresco à moda antiga, fazem deslizar o passo mais libertador da mulher fatal que reclama para si o poder de domínio sobre o macho ansioso pela dança do acasalamento.

12 a 16 Agosto – 14h30 – 16h30
Atelier Cinema de Animação | Cine Clube de Viseu

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APRENDER EM FILMES consiste na realização de filmes de animação, e integra um conjunto de oficinas que utiliza o cinema de animação através de diferentes técnicas (pixilação, marionetas de papel recortado e de plasticina, desenhos animados no quadro preto, etc). Para esta etapa no Montemuro, o CINE CLUBE DE VISEU convida a realizadora Margarida Madeira a assegurar a coordenação do projecto, com sessões orientadas de forma a construir um processo partilhado, tirando partido das contribuições de cada formando, desde o trabalho plástico de construção de cenários, adereços e personagens, animação e por fim a filmagem e a sonorização.