"Os 4 Clowns do Apocalipse"


Teatro do Montemuro e Absolute Theatre

Os quatro cavaleiros do Apocalipse cavalgam até ao inicio...do fim do mundo.
No entanto só vemos três chegar.
Então a guerra, a fome e a peste sentam -se à espera da morte.
E enquanto esperam começam a "brincar".
E transformam -se em "palhaços".
Eles brincam com detritos lavados na margem à beira da terra e, ao contrário de destruir o mundo, criam novos mundos anárquicos, tolos e bonitos.
O espetáculo clownesco, interpretado na totalidade sem palavras pelo atores do Teatro do Montemuro.

Criação de Abel Duarte, Andrew Harries, Eduardo Correia, Paulo Duarte, Peter Cann e Simon Fraser Texto Peter Cann Encenação Andrew Harries Direção musical Simon Fraser Interpretação Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte Direção de Produção e Comunicação Paula Teixeira Assistência à produção e comunicação Guida Rolo Divulgação Reino Unido Lucie Regan Desenho de luz Paulo Duarte Direção de Cena Abel Duarte Cenografia, adereços e figurinos Andrew Harries Apoio à cenografia Kevin Plumb Construção de cenários e adereços Carlos Cal e Maria da Conceição Almeida Costureiras Capuchinhas CRL e Maria do Carmo Félix Tradução Susana Duarte Cartaz Absolute Theatre Vídeo promocional Susana Duarte


Estamos no fim do mundo. Demasiados conflitos levaram à aniquilação da humanidade e os quatro Cavaleiros do Apocalipse galopam em direcção à Terra como presságio do fim dos tempos. Só que um deles não aparece. O Teatro do Montemuro e o Absolute Theatre imaginam as experiências e tribulações dos três Cavaleiros do Apocalipse deixados numa qualquer praia remota inglesa e essa visão é, acima de tudo, o mais louco e divertido dumb-show que vejo há anos. Este espectáculo não se apoia nas palavras (à excepção de ocasionais grunhidos, gritos ou rugidos), mas na linguagem universal do clowning (comédia física). À semelhança dos seus conceitos, Peste (Eduardo), Guerra (Paulo) e Fome (Abel) carecem de muitas formas de uma dita correcta forma de comunicar, bem como de qualquer respeito por qualquer convenção social.
Estes três infelizes seres vão-se transformando gradualmente em palhaços tagarelas que se tentam livrar das calúnias que os acusam de estarem ali apenas a passar o tempo – e a comer. (…) Não só os Cavaleiros se transformam, também o público que é chamado e chamado de novo, arrastado para o palco para se tornarem caçadores de pássaros, jogadores de futebol, a própria Morte ou um apóstolo na Última Ceia. (…) Bom entendedor saberá que ser relutante apenas aumentará a probabilidade de ser escolhido. Tudo está habilidosamente controlado. Não há lapsos, pés, peixes ou aves fora do lugar. Estes clowns estão perfeitos em cada erro, falso murro, subida de escada e em cada cena de pancadaria. Não sendo apenas incrivelmente engraçados, mas também garantindo ao público que estão em boas (e ineptas) mãos. Este espectáculo internacional é do melhor que já vi. É inteligente e habilmente concebido e durante a hora e dez minutos de espectáculo sob as Estrelas estiveram os três clowns, mas não podemos deixar de mencionar toda a equipa envolvida que criou esta maravilhosa noite de entretenimento espirituoso, louco e mordazmente inteligente. Palmas de pé para esta agradável performance na qual está garantida uma deliciosa surpresa para todas as pessoas – de qualquer idade, de qualquer língua.


Love Midlands Theatre Março 2018