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O Festival das companhias descentralizadas
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Um grupo de Companhias de Teatro que há
longos anos estão radicadas e desenvolvem os seus projectos de
criação fora de Lisboa e Porto, decidiram há cerca de 4 anos
criar uma estrutura informal de reflexão e análise sobre essas
mesmas condições de criação, sobre as especificidades em que
confrontam o seu trabalho artístico com o todo nacional e as
cidades e regiões onde estão inseridas. Reflexões sobre a
criação, formação de públicos, promoção, financiamento,
condições de circulação, projectos de internacionalização, etc.,
são algumas das áreas que sobre o qual têm trabalhado.
Esse grupo informal é constituído, pelas seguintes estruturas:
CTB – Companhia de Teatro de Braga; Teatro Regional da Serra do
Montemuro; Teatro das Beiras (Covilhã); A Escola da Noite –
Grupo de Teatro de Coimbra; CENDREV – Centro Dramático de Évora
e Acta – A Companhia de Teatro do Algarve (Faro).
Paralelamente, estas Companhias têm desenvolvido projectos de
permuta de espectáculos entre si, nas cidades onde se radicam e
outras formas de colaboração.
Em 2006, no âmbito de Faro – Capital Nacional da Cultura,
decidiram criar o I Festival das Companhias Descentralizadas.
O Projecto deste Festival, que não tem carácter obrigatório de
regularidade, passa pela ideia de serem criadas condições para
um tempo de Encontro, com as várias estruturas, numa das
cidades, convidando também outras estruturas, instituições e
pessoas, que de algum modo tenham a ver com estas problemáticas.
Tempo esse que sirva não apenas para a discussão e reflexão de
temáticas que estão inerentes à natureza do trabalho artístico,
mas que sirva também para levar a discussão a outros agentes,
numa ideia de crescimento sustentado das nossas cidades e
regiões, como: os equipamentos, a formação dos públicos, as
relações com os poderes locais e nacionais e as políticas
culturais, etc.
Foi, assim, entendido que esse tempo de Encontro devia tornar-se
num tempo de conhecimento, para que cada cidade e região
pudessem assistir, conhecer e confrontar uma parte significativa
do trabalho artístico teatral que fora da Capital se produz.
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